Saulo Prado:
Sempre fui péssimo para jogos, isso era um fato. Menino criado na roça, andava solto, corria atrás de cavalo. Me acostumar com o que a Angelina estava propondo parecia ser o meu fim.
Ela saiu, me deixando o celular dela. Peguei-o, deixando o caso de lado por um momento, e saí da sala olhando as suas conversas. Havia seis mensagens do ex, todas abertas. Eles estavam se falando.
"Raul, assim não dá. Você está deixando faltar o básico. O Júnior esteve aqui, levou até papel higiênico."
Ela tinha iniciado a conversa.
"Se ele quiser, ele que vá trabalhar," ele respondeu.
"Você sabia bem como é o meu filho. Aceitou ele em sua casa porque quis me atingir, e agora deixa tudo faltar para ele? Espero que seja apenas para ele, porque não é possível. Já é um absurdo faltar coisas para ele. Raul, a Samara e o menino estão bem? Você está com alguma dificuldade, é isso? Não é possível."
Ergui a sobrancelha lendo aquilo.
"Tudo tranquilo. Só quero dar uma lição no moleque. Você não soube c