Saulo Prado
Angelina apagou no meu colo. Sua temperatura não estava normal, o corpo estava quente. Eu ainda assistia ao filme que coloquei na TV, tentando relaxar, quando tentei acordá-la, mas o cansaço em seu corpo falava por si. Pedi um termômetro, era a vantagem de estar perto do centro. Eu me afastava devagar para recebê-lo quando chegasse, mas mal saí da sala e a porta foi aberta. Ana Júlia me olhou um pouco atônita ao me ver ali. Era tarde, pouco depois das vinte e três horas da noite.
- Saulo... - disse, esboçando um sorriso nos lábios, um brilho nos olhos.
E eu não pude ignorar que seu sorriso era bonito, os dentes alinhados. Ela também havia escovado o cabelo, que agora estava liso, igual ao da mãe. Passei as mãos nos bolsos de trás, um pouco receoso, pelo encontro. Usando o vestido azul e branco que a mãe usou na casa da minha mãe, a diferença era pouca entre elas.
- É... sua mãe acabou dormindo. Parece que não está bem. Pedi um termômetro e alguns antitérmicos...
Nem termin