Angelina Da Costa
Eu abri as pernas devagar, ou ao menos tentei — porque elas tremiam. O gesto era tímido, calculado, deixando apenas o necessário à mostra. O suficiente para vê-lo perder o controle. Saulo puxou a gravata, impaciente. O senhor Braga ainda falava, mas já não havia espaço para raciocínio no meu chefe, ele mal o olhava, e olhava para mim que tremia.
A vergonha que me corroía se misturava ao desejo, e por impulso — ou crueldade — fechei as pernas subitamente, como se tudo aquilo