Angelina Garcia
Era mais uma semana cheia, o doutor Saulo estava de mau humor com tudo e todos. A energia no escritório oscilava entre a tensão e o silêncio, como uma tempestade prestes a desabar a qualquer segundo.
Tatiana ligou várias vezes ao longo da tarde, todas para o telefone do escritório.
Em cada uma delas, fui eu quem atendeu. Sua voz era ansiosa, às vezes embargada, sempre implorando por uma chance de ser ouvida. Ela pedia, quase suplicava, que ele atendesse o celular.
Eu repassav