Saulo Prado
Meu fetiche por Angelina Garcia só piorava.
Era silencioso, doentio, constante.
Ela me seguia.
Nos corredores, nas madrugadas, nos sonhos.
No som contido dos seus saltos milimétricos sobre o piso do escritório.
Na maneira como cruzava as pernas com a naturalidade de quem nasceu no controle.
E, porra…
Aquilo me deixava em frangalhos.
Ela era um tipo raro de mulher. Inteligente de um jeito que me fazia ouvir mais do que falar.
E o pior: sabia disso. Sabia o que causava, mesmo quando f