Saulo Prado
Eu não conseguia parar.
Desde o momento em que assisti ao vídeo, aquele vídeo maldito, em que Angelina, minha mãe e meus filhos eram levados como gado, algo dentro de mim rachou. Era como se tivessem arrancado meu coração com as mãos. As rosas que eu havia comprado ainda estavam jogadas no banco do carro, um detalhe quase cruel, um lembrete irônico do que eu tinha perdido. Os vizinhos me olhavam pela janela quando pedi ajuda, mas eu já não via rostos, só vultos. Eles levaram tudo q