Saulo Prado
A manhã estava fresca, mas dentro de mim tudo parecia abafado. Depois de uma noite inteira refletindo, sobre mim, sobre Angelina, sobre os meninos, sobre a minha própria incapacidade de colocar a vida nos trilhos, finalmente fui até a casa dela.
Mal cheguei, percebi que alguma coisa não estava no lugar. Minha mãe estava na sala, discreta como sempre, mas havia tristeza no jeito como ela me olhava. Um silêncio que pesava mais do que qualquer sermão.
Angelina apareceu logo depois. Cal