Ciúme possessivo

Saulo Prado

O ponteiro do relógio marcava 12:20, quando as batidas na porta me fizeram olhar para aquela madeira densa, franzi o cenho um pouco chateado. — Entre! — Levantei em seguida, indo em direção a porta, e pela falta de ação do outro lado, movi a maçaneta girando-a.

Vendo Angelina do outro lado, de pé, com a mão suspensa, o olhar verde tão escuro, parecia tenso. — Não pedi para fechar a porta, pedi que não permitisse a entrada de qualquer um. — Assentiu, recuando a mão para trás. — Horá
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