Mundo de ficçãoIniciar sessãoKylie Bellerose sempre teve uma vida perfeita. Ela era rica, filha de um dos empresários mais prestigiados da cidade e também era noiva de Luke Legrand, o rapaz que foi destinado a ela desde que nasceu. Pelo menos foi o que ela pensou. Mas se viu completamente enganada em um dia que era para ser o melhor dia de sua vida. E que ainda assim a levou diretamente para aquele que seria seu verdadeiro amor. Ela não sabia, mas aquele que apareceu no momento em que mais precisou era seu companheiro de alma. Nicholas Cavendish estava e sempre estaria ligado a ela como seu Unmei Akai Ito.
Ler maisTRÊS ANOS DEPOIS — Serenety! A moreninha soltou uma gargalhada, se escondendo atrás da cortina. — Scarllet! — Shi. – Pediu à irmãzinha, levando o dedo indicador a boca, e a loirinha riu baixinho. — Onde é que estão aquelas pestinhas? Ambas as garotinhas de três e dois anos levaram a mãozinha a boca, soltando uma risada baixa, se divertindo com a brincadeira. — E agora? O que eu faço? Eu perdi minhas irmãzinhas. Asher colocou as mãos na cintura. — Isso não é bom, não. Fingiu não perceber quatro pezinhos debaixo da cortina. — É uma pena elas terem sumido. – Fingiu um suspiro. – Ah, mas ao menos eu vou comer chocolate sozinho. — Estamos aqui, irmão. Asher riu, vendo ambas aparecerem rapidamente em seu campo de visão. — Eu quero chocolate. – Serenety diz. — Só se a Scarllet me disser onde está o gatinho. A menina fez um biquinho. — Vamos, Let, você sabe que o papai e a mamãe não podem com gatos. — Ele é fofinho. Asher se abaixou na altura de sua única irmã
DOIS ANOS DEPOIS Kylie olhava para aquele bebê lindo em seus braços pensando em como seria se ele fosse seu. Ela tinha aqueles sentimentos toda vez que uma de suas amigas ficava grávida, o que aconteceu três vezes naquele ano. Uma amiga de cada vez. Primeiro Melody, que teve um garotinho, depois Lori, que teve gêmeos de novo, e agora Sarah, que tinha tido um garotinho lindo e ruivo. O menino era a cara do pai. Como as irmãs. Era impossível não o reconhecer mesmo que ele tivesse acabado de nascer. Tinha os olhos de Ethan também. E se chamava Nathan. Era o milagre de sua melhor amiga, que tinha perdido um filho três anos atrás, meses depois de voltar de sua lua-de-mel. Nicholas havia dito de brincadeira, mas a verdade era que a loira estava mesmo grávida. Mas perdeu após a volta endiabrada de Maya, que provocou um acidente de carro. Foi o momento mais angustiante de sua vida, porque achou que ia perder sua irmã de alma. Ela ficou em coma e por pouco não faleceu junto de seu bebê, e qua
MESES DEPOIS Kylie jamais imaginou encontrar a cozinha naquela bagunça. Sua cozinha. Tinha pós marrom por todo lado. Pelo cheiro, ela imaginou que fosse massa de bolo. Era o que parecia. Não chegou a tocar e levar aos lábios, nem conseguiu reagir quando entrou na cozinha primeiro que seu marido, o culpado de ela ter se atrasado para fazer o lanche para suas crianças famintas. Ela sempre tentava resistir a ele, mas era difícil, principalmente quando ele entrava no banho com ela. Não que dessa vez tivesse chamado ele. Ela já estava de banho tomado, apenas enxaguando os cabelos quando ele entrou e a abraçou por trás. O começo de tudo. Então sim, ele era o culpado de seus filhos estarem no meio daquela bagunça na cozinha. Todos os quatro. Se a massa fosse branca, eles pareceriam fantasmas, porque tinha massa no corpo deles inteiro. Nicholas chamou a esposa, mas não conseguiu terminar de concluir ao ver o mesmo que ela. Estava tão chocado quanto ela. Talvez até mais. Não podia acreditar
Era cedo, bem cedo quando o Cavendish despertou, já energizado. Sim, porque já fazia quase uma semana que Alice se recuperava de uma virose, Asher de uma reação alérgica, que ele, o pai, só descobriu agora porque o menino pela primeira vez experimentou frutos do mar, e Micah e Jonah de uma dengue. Sim, dengue. Descobriram depois de três dias inteirinhos vendo os meninos com sintomas estranhos e preocupantes. E por isso por todos aqueles dias ficou tão cansado. Exausto. Não pisou para fora de casa a não ser para levá-los ao médico e comprar medicamento, e ainda assim foram os dias mais cansativos que ele já teve na vida. Ele não se lembrava de ver seus filhos adoecendo tudo ao mesmo tempo antes. Era preocupante, exaustivo e definitivamente fazia um pai e uma mãe querer nunca mais passar por algo parecido novamente. Primeiro porque era doloroso ver seus filhos sofrendo e segundo porque não era “de Deus” ter que cuidar de quatro crianças doentes tudo de uma vez, mesmo que tivesse tido aj





Último capítulo