A casa estava em silêncio.
Lucas já dormia, o relógio da sala marcava quase meia-noite.
Helena permanecia sentada à mesa da cozinha, com um caderno aberto e uma caneta entre os dedos.
Lá fora, o vento soprava constante, e o barulho da chuva leve contra o vidro dava à noite um ar de refúgio.
Há dias, ela sentia uma inquietação crescendo dentro de si.
Desde a conversa com Marta, algo havia se movido — um fio de coragem ou de saudade, talvez os dois.
E naquela noite, sozinha, decidiu d