A manhã amanheceu cinza, e Helena acordou com o mesmo enjoo insistente.
Tentou forçar o café, mas o cheiro do pão a fez empurrar a xícara para longe.
Já havia levado o filho já estava na escola, e o marido passara a noite fora — como vinha acontecendo com frequência.
A solidão da cozinha pareceu amplificar o som da colher batendo na porcelana.
Respirou fundo.
Olhou o relógio.
E decidiu.
Pegou a bolsa, as chaves e saiu sem pensar muito.
O corpo sabia o caminho, mesmo que a mente