Os dias seguintes ao encontro no estacionamento foram uma sucessão de vazios.
Helena seguia com o trabalho automático, cumprindo tarefas sem realmente estar ali.
Adriano evitava cruzar o olhar dela nos corredores — e ela fingia não perceber.
Mas o corpo dela parecia não querer participar desse pacto de silêncio.
Tudo começou com uma tontura discreta, uma sensação de leve desequilíbrio que ela atribuiu ao estresse. Depois, vieram as manhãs enjoativas, o gosto metálico na boca e uma sonol