Adriano passou o resto da tarde sem conseguir voltar para a sala.
Caminhava pelos corredores sem destino, sentindo o sangue pulsar nas têmporas.
As palavras de Helena ecoavam como martelos na cabeça:
“Eu só quero seguir.”
Era o tipo de frase simples que destrói devagar — sem gritos, sem drama, mas com a precisão de uma lâmina.
Ele tentou trabalhar. Abriu relatórios, respondeu e-mails, atendeu uma ligação de Artur. Mas tudo parecia ruído.
No fundo, só pensava nela — e no absurdo de vê-la p