Helena acordou com a luz da manhã atravessando as frestas da cortina. A cabeça pesava, não apenas pelo vinho, mas por algo muito mais profundo. Sentou-se na cama devagar, as imagens da noite anterior emergindo como ondas que não podiam ser contidas. O jantar, o riso frouxo, Mariana sorridente, Adriano em silêncio. E então… o carro parado, os olhos dele refletindo os dela, o beijo.
Passou as mãos pelo rosto, como se pudesse apagar o gosto que ainda parecia estar em seus lábios. Foi o vinho, ten