O relógio do escritório marcava quase sete da noite quando Adriano fechou o notebook e recostou-se na cadeira. O ambiente já estava quase vazio; apenas o som distante do elevador e o arrastar de papéis de Lígia, que ainda finalizava alguns relatórios, preenchiam o ar. Mas o que pesava sobre ele não eram as planilhas. Era Helena.
Desde a conversa no café, os pensamentos não lhe davam trégua. A franqueza dela havia aberto uma ferida que ele evitava encarar: a de que estava tentando viver duas vi