Helena embarcou no ônibus numa sexta-feira à noite, levando apenas uma mochila pequena. Marta insistira para que fosse sozinha, sem o filho, sem compromissos. “Você precisa se ouvir, Helena”, dissera a irmã. A frase ecoava em sua mente enquanto as luzes da cidade iam ficando para trás.
Durante o trajeto, a inquietação a dominava. Estava acostumada a viver para os outros: o filho, o marido, o trabalho. A ideia de passar dois dias apenas consigo mesma parecia tanto um alívio quanto uma ameaça. E