Narrado por Zeus Marino
O apartamento estava quieto demais para o meu gosto. Paris nunca dorme, mas aqui dentro parecia que o mundo tinha parado. O silêncio não era paz. Era só o intervalo entre uma guerra e outra.
Eu estava na sala, o cigarro queimando devagar entre os dedos, quando o telefone vibrou no bolso do paletó. Não precisei olhar. O número vinha direto da Calábria. Só podia ser ele.
Ares.
Atendi sem demora, a voz grave saindo do outro lado como ferro raspando no concreto.
— Enzo me in