Narrado por Zeus Marino
A madrugada em Paris é um inimigo diferente. Não grita, não atira, não ameaça. Ela sufoca em silêncio, te lembra que a cidade nunca dorme, mas também nunca acorda de verdade. O apartamento estava escuro, exceto pela linha de luz que entrava pela varanda. O bebê dormia no quarto, Léa finalmente descansava depois de chorar até esgotar as forças. E eu estava sozinho na sala, cercado por paredes de vidro e decisões que já não podiam mais ser adiadas.
Eu não espero. Eu decido