Narrado por Zeus Marino
A porta do quarto fechou com um baque seco. O som ficou na minha cabeça mais do que o grito dela, mais do que o choro do bebê, mais do que as lágrimas que escorreram pelo rosto de Léa enquanto implorava pra ficar na França.
Eu fiquei na sala. Sozinho. O silêncio, dessa vez, não era meu. Era dela. E isso pesava mais do que qualquer arma apontada pra minha cabeça.
Acendi outro cigarro. O quarto estava escuro, só a brasa iluminando a ponta dos meus dedos. Traguei fundo, com