Narrado por Zeus Marino
Sempre fui bom em prever reações. Homens, inimigos, aliados, todos seguiam padrões. Bastava observar a postura, o tom da voz, o movimento das mãos. Com Léa, não. Cada olhar dela era uma incógnita. Cada silêncio, uma guerra.
Quando abri a porta do quarto do Luc e vi os olhos dela marejarem, soube que tinha acertado. Não em estratégia, mas em algo que não entendo. Ela ficou ali, segurando o bebê com força, como se aquele universo pintado nas paredes fosse o primeiro lugar