Narrado por Zeus Marino
A manhã veio com cheiro de metal e de café frio. A casa não dormiu — ninguém dormia direito —, mas havia um movimento tenso e mecânico: pessoas que fazem o trabalho sujo sem perguntar por quê, que limparam sangue com a mesma calma com que dobram lençóis. Vi os rostos dos homens que tinham lutado comigo, alguns com cicatrizes que já conhecia, outros novos — e o espaço deixado por quem não voltou. Não se cura essa falta. Aprende-se a carregar.
Recebi relatórios contínuos: