Narrado por Ares Marino
A água quente escorria pelas minhas costas como se quisesse levar embora o sangue, a raiva, a guerra.
O espelho do banheiro estava coberto de vapor, e por um momento, eu me permiti olhar meu próprio reflexo. Não o Dom, não o monstro, não o algoz. Só o homem.
Ares.
Ares Marino.
O homem que matou Viktor Barinov.
O homem que agora... só queria viver.
Fechei os olhos. Lavei o rosto com calma, sem pressa. Cada movimento era quase um ritual de despedida. Despedida daquele cicl