Narrado por Ares Marino
Ele estava ajoelhado.
Sem camisa. Sem honra. Sem forças.
As luzes do galpão refletiam no suor frio da pele dele, no sangue seco que já escorria pelo canto da boca. O príncipe do submundo russo… reduzido a um pedaço de carne que ainda respirava por puro instinto.
Eu caminhei até ele com passos lentos, sem pressa. Como quem degusta cada segundo.
— Você sabe por que ainda está vivo?
Viktor ergueu o olhar. Um olho já inchado, o outro estreito, ainda tentando carregar ódio.
—