Narrado por Zeus Marino
Dois dias. Esse era o prazo. Para mim, nunca significou nada. Eu já tinha visto a verdade nos olhos do bebê, no traço do rosto, no peso do sangue. Mas Ares queria papel. Conselho queria papel. Então o papel chegou.
O laboratório entregou o envelope lacrado. Eu podia ter deixado guardado. Mas abri. Preciso ver até o que não preciso.
O resultado estava ali, seco, impessoal, escrito em termos médicos que soam como sentença: 99,9% de compatibilidade.
O mundo não tremeu. Não