Narrado por Léa
Acordei com a impressão de que alguém tinha sussurrado meu nome, mas o quarto estava quieto. O bebê dormia como um segredo bom, o peito subindo e descendo num ritmo que me salvou tantas vezes da loucura. Fiquei escutando um pouco mais o tic-tic baixo do aquecimento, a distante respiração da cidade que nunca desliga, até perceber o que me puxara do sono: ausência.
Zeus não estava na poltrona.
Virei o rosto. A cortina movia um pouco, tocada por um vento que não devia estar ali se