CAPÍTULO 174.
Eliyahu Prokhorov
Darina sai com minha irmã e minha cunhada para o supermercado. Na verdade, foram Âmbar e Nery que insistiram para ela ir. Disseram que ela precisava respirar, ver gente, sair um pouco da pressão que é viver cercada por Prokhorovs. Eu não queria permitir. Parte de mim queria mantê-la sob vigilância, como um bom estrategista faria com sua peça mais rara. Mas a outra parte… a outra parte me lembrava que parecer obcecado é fraqueza. E eu não sou fraco. Eu sou Prokhorov.
As horas se arrastam. Estamos reunidos na sala de recepção do palácio de Alexei, o clima leve como costuma ser após o almoço — comentários cortantes dos gêmeos, piadas de Patrick, Andrey revendo mapas com meu pai — até que tudo muda.
As portas se abrem bruscamente. Dois dos seguranças carregam Nery e Âmbar, visivelmente em choque. Rosto suado, olhos vermelhos. O instinto bate primeiro, o coração se contrai, mas minha expressão permanece neutra. Controle é tudo.
Mike e Alexei se levantam ao mesmo tempo par