CAPÍTULO 143.
— Ok. Você quer saber por quê? Está bem. — a voz da Vera é seca, mas tem um riso contido, um riso nasal que corta mais que qualquer faca. — Ele queria um filho, mas ele era estéril. Eu precisava sair da periferia, já tinha um filho e estava grávida de sei lá quem. Eu tinha o que ele queria, e ele tinha o que eu precisava. Se não fosse porque Marília precisava de transplante de sangue, ele nunca ia descobrir que Marília não era filha dele. Mas, bom... a doença estragou tudo.
Fico olhando para el