CAPÍTULO 144.
No sonho, tudo parece real demais. Estou no meu quarto, mas ele tá diferente. Tá escuro, pesado. O ar cheira a mofo e medo. Tento acender a luz, mas o interruptor não funciona. Ouço um rangido vindo do canto do quarto. Me viro devagar, com o coração batendo na garganta. A sombra de um homem começa a ganhar forma.
Meu estômago revira quando reconheço.
É ele. Meu cunhado.
O vidro ainda está cravado na garganta dele. O sangue escorre grosso, preto, como se fosse tinta suja. Os olhos dele estão rev