O estéril cheiro de desinfetante e café requentado da delegacia de polícia era um insulto ao meu olfato, ainda impregnado pelo aroma de sândalo e fumaça que definia Julian. Eu estava sentada em um banco de madeira desconfortável, observando o vai e vem de detetives e advogados que pareciam ignorar a tragédia que acabara de ocorrer no Distrito Sul. Meus dedos, manchados de poeira de tijolo e químicos de revelação, batiam um ritmo nervoso sobre o couro da minha mochila.
Julian estava em algum