**Ponto de Vista: Leyla**
O sol da manhã entrava pelas frestas das persianas como flechas de ouro, mas o calor não chegava ao meu peito. Acordei sentindo um peso suave na borda do colchão. Abri os olhos devagar e encontrei o par de olhos escuros e profundos de Nathan. Ele estava sentado ali, imóvel, observando-me com uma intensidade que só as crianças que viram demais possuem.
— Oi, Nathan... — minha voz saiu rouca, carregada pelo sono agitado e pelas dúvidas que me assaltaram durante a noite.