**Ponto de Vista: Leyla**
O silêncio é uma coisa engraçada. Às vezes, ele é paz; outras vezes, é um grito que ainda não saiu da garganta. Nas últimas quarenta e oito horas, o silêncio que vinha de dentro de mim tornou-se ensurdecedor.
Eu estava sentada na poltrona perto da janela, com as mãos espalmadas sobre a barriga. Eu esperava. Esperava por aquele solavanco familiar, por aquele chute atrevido que costumava me despertar no meio da noite ou me fazer rir durante o almoço. Mas não havia nada.