A chuva começou a cair leve, fina como véu, enquanto Adam e Ana permaneciam à entrada da caverna, os corpos exaustos, os olhos vazios de tanto horror. O sangue do intruso recém-morto se misturava ao barro que escorria pelo chão, levado pela água que se infiltrava pelas pedras. O som da chuva era um lamento, um sussurro da floresta em luto.
Adam limpou a lâmina no manto do morto, o olhar perdido no vazio. Ana tremia, não de frio, mas pela descarga de tudo o que viveram nas últimas horas. A mão d