A primeira luz da madrugada tingia o céu de cinza quando Ana despertou, os cabelos espalhados sobre o peito nu de Adam. O calor do corpo dele era o único abrigo contra o frio úmido que subia do lago. Durante a noite, sonhos inquietos a haviam assombrado — rostos sem nome, olhos como poços vazios, sussurros carregados de promessas de destruição. E, agora, o mundo lá fora parecia suspenso na expectativa do próximo golpe.
Adam não dormia. O peito subia e descia de forma irregular, e os olhos fitav