Mundo de ficçãoIniciar sessãoGabriela só pensa em estudar, não interesse em interagir ou fazer amizades com os outros, prefere ficar sozinha e focada nos seus objetivos. Certo dia, ela é encarregada de levar os deveres de classe na casa de Danilo, um garoto com fama de delinquente que senta ao seu lado na escola. O evento inicia uma grande e estranha amizade entre os dois, aos poucos, vai tomando caminho inimagináveis.
Ler maisDanilo, Sheila e Pedro apareceram na minha casa com um carro dirigido pelo homem que cuida da loja que sempre encontramos o Danilo. Estavam insistindo muito para uma viagem em turma para pescar. Imagina, eu pescando. Também não, mas por tanta insistência, acabei aceitando.— Tudo bem mesmo eu ir? Não preparei nada. — Falei entrando na van que estava estacionado na frente da minha casa.— Não precisa eu e Pedro organizamos tudo mais cedo. Nem sabia quem vocês iriam, mas parece bem mais divertido — O homem que dirigia respondeu. Fico pensando se ele é o pai, tio ou irmão de Danilo. Nunca tive oportunidade de perguntar. Na verdade, não sei nem o nome dele.Algumas horas de viagem. Com direito a músicas chatas e alguns lanches. Finalmente chegamos ao nosso destino. Era uma paisagem belíssima. Com uma pequena cachoeira e um rio. Descemos, tiramos roda tralha da van. Realmente haviam se organizado bem. Até me senti envergonhada de ter vindo com a cara e a coragem Pisquei um segundo, Sheila
As férias de verão finalmente chegaram, mas eu tinha arrumado um enorme problema e não sabia. Estávamos no primeiro dias das férias e Danilo não parava de me ligar.— Novamente? Sério? Eu já disse que não vou sair. Eu nem gosto de praia. — Já atendi falando. Já tinha perdido a paciência depois da décima ligação.— Quê? Mas você prometeu. Disse se eu ganhasse o jogo iria sair comigo nas férias. Até me deu boa sorte. Sabe como me esforcei para ganhar? Não vale desistir agora da promessa. — Danilo relembrou.— Sim, sim. Eu prometi, mas eu não lembro de ter dito que seria no primeiro dia das férias ou que seria em uma praia. Sabe que pode chover a qualquer hora. — Expliquei para ele, mas não parecia que ele iria desistir.No fim, Danilo insistiu tanto que acabou me vencendo pelo cansaço. Não iria conseguir estudar com tantas ligações de qualquer forma. Marcamos para nos encontrar em uma lanchonete próxima da minha casa.— Gabi! Vamos curtir o dia e nos divertir muito. — Danilo chegou grit
Enquanto eu puxava Danilo no morrendo de medo de ser pega junto com ele e nós dois acabarmos expulsos. Ele olhava para minha mão puxando ele hipnotizado— Qual é, Danilo? Corre. Não podemos ser pegos. — Gritei. Danilo apertou o passo.Paramos ofegantes do outro lado da escola, bem longe de onde tudo havia acontecido. Por sorte, havia um bebedor por perto com sombra. Eu sentia que estava derretendo.— Me conta o que aconteceu. — Perguntei ofegante. Eu tirei ele de lá sem nem saber o que havia acontecido. Com toda certeza eu enlouqueci de vez.— Uma menina estava sendo pressionada a sair com ia meninos. Aquela que não parava de chorar. Fui tentar fazer eles pararem de importunar elas, apenas conversando, mas eles não apoiaram minha ideia. Quando eu vi tudo havia saído do controle. Ele estavam no chão sangrando, a menina chorando e uma multidão de pessoas assistindo tudo como um grande espetáculo. Engraçado que ninguém tento apartar ou ajudar a menina. Apenas assistiram tudo como se foss
Era fato, eu estava com ciúmes de todo sucesso que Danilo estava fazendo com as garotas, mas eu não podia dizer ou fazer nada. E no fundo, talvez eu não quisesse mesmo, ele estava feliz. Era um sentimento tão confuso da minha parte.Os dias se passaram, começaram os jogos internos da escola. Mesmo que eu odiando qualquer esporte, sou obrigada a participar de pelo menos, um dos eventos. Acabei escolhendo vôlei, mas não por saber ou ter mais afinidade, sim por ser um dos primeiros eventos e logo eu estaria livre.— Gabriela! Pela mor de Deus. Desde que começou o jogo você nem sequer saiu do lugar ou tocou na bola. Acorda! — Sheila me gritou. Estávamos perdendo. Ela era mais competitiva do que eu imaginei.— Não estou a fim. — Respondi fazendo careta. Sheila jogava super bem, mas o resto do time nem tanto.O jogo terminou. Tivemos uma derrota esmagadora. Sheila reclamou o tempo inteiro enquanto descansavamos na sombra de uma árvore. Eu só queria ler um pouco, mas acho que era meu castigo
Último capítulo