O dia amanheceu com uma névoa espessa envolvendo a floresta como um véu de luto. O chalé escondido parecia ter absorvido o silêncio da noite, como se as paredes soubessem demais e optassem por calar.
Ana estava sentada no chão, cercada por papéis. Os olhos corriam por nomes, datas, símbolos. Cada documento parecia gritar uma parte da verdade que ela jamais quis ouvir — ou que ninguém teve coragem de contar.
— Você está assim desde as cinco da manhã — disse Adam, aproximando-se com uma xícara de