O vestido era leve, de tecido fluido, cor de vinho profundo — como se alguém tivesse mergulhado uma taça de Borgonha em poesia.
Allegra se olhava no espelho com as mãos trêmulas e o coração acelerado. Sophia entrava e saía do quarto carregando grampos, batons, perfume, palavras de incentivo e sorrisos que diziam “você nasceu pra isso.”
— Não esquece de respirar — disse ela, ajeitando um cacho rebelde. — Mas se for pra desmaiar… desmaia de um jeito artístico, por favor.
— Já tô desmaiando por de