Acordei com o som dos passarinhos e o cheiro de pão quente vindo da janela.
O vilarejo parecia suspenso no tempo — como se todo dia ali fosse domingo de manhã. Abri os olhos devagar e me virei na cama estreita do quarto com cortinas floridas. Lucca dormia no colchão ao lado, ainda vestido, uma manta jogada sobre ele, e a cabeça levemente caída, como se o mundo real ainda não o tivesse chamado de volta.
Fiquei olhando por um instante.
Era estranho ver alguém assim — quieto, vulnerável, humano. C