O carro chegou às nove em ponto.
Era pequeno, antigo, com bancos de couro claros e um motorista gentil que me chamou de mademoiselle Bianchi e sorriu ao me ver abraçada ao meu caderno e a uma bolsa cheia de pincéis. Louis ficou miando na janela do apartamento, indignado por não ter sido convidado.
— Uma semana — sussurrei pra ele, e aí eu volto. — Cuida da Sophia por mim.
Sophia apareceu logo atrás, enrolada no roupão, com uma xícara de café na mão.
— Vai pintar o mundo, artista. E me traga his