A lareira estalava, lançando sombras dançantes sobre as paredes antigas da casa de Elena.
Lucia ainda não sabia como processar tudo:
a avó viva, o olhar tão semelhante ao da mãe, e aquele silêncio cheio de passado.
— Achei que você estivesse morta — disse Lucia, a voz embargada.
— Eu estive — respondeu Elena, servindo chá.
— Só que em vida. Giulia me apagou dos registros. Tentou me matar. Cesare me poupou… mas não por bondade. Por conveniência.
— Ele… sabia?
— Sempre soube onde eu estava.
Era a