A madrugada avançava, mas Serena não dormia.
O diário de Giulia estava aberto sobre a mesa, com marcações feitas à caneta vermelha.
Ela voltava sempre à mesma página.
Aquela que dizia:
“Ela também amou Cesare.
E perdeu tudo.”
Elena.
A mulher da foto.
O rosto que Serena reconheceu, mas que não deveria estar ali.
Ela saiu do escritório e caminhou em silêncio pelos corredores escuros da mansão.
Quando chegou ao antigo quarto de Giulia, trancado desde sua morte, abriu com a chave que jurou nunca ma