Lucia passou a noite em claro.
Não por medo.
Mas por raiva.
Raiva do silêncio.
Raiva da manipulação.
Raiva de si mesma, por ter deixado Sofia ir embora.
E por não ter notado que Leonel estava por perto… o tempo todo.
—
A manhã chegou com o céu cinza, quase metálico.
Serena bateu à porta, segurando um tablet.
— Recebemos um vídeo. Codificado.
Com o mesmo selo de antes.
O L.
Lucia pegou o dispositivo, ativou a tela e viu.
Era uma gravação.
Imagem instável.
Som abafado.
Mas ao fundo, inconfundível