Mundo de ficçãoIniciar sessãoO silêncio na cozinha da Casa do Lago era uma coisa viva, palpável. O drip… drip… drip lento e irregular da torneira que não fechava direito, o roçar quase imperceptível do pano na porcelana do prato que eu secava, o tilintar metálico da faca de pão repousada sobre a bancada. Sons domésticos. Sons de uma vida que eu não vivia, mas interpretava com uma devoção de ator premiado.
— Bom dia — a voz de Virgílio era como o resto dele: suave, educada, e carregada de uma au






