Capítulo 22: A Filha do Açougueiro

O peso de Leo sobre mim era total, inerte. O ar escapava de seus pulmões num ritmo profundo e lento, quase imperceptível. Desmaiara. Eu o fizera desmaiar. O pensamento não veio com orgulho, mas com uma onda vertiginosa de poder e de culpa tão intensa que me fez estremecer. Senti o calor e a umidade dele dentro de mim, o sêmen ainda pulsante, uma marca física e brutal da sua entrega, da minha posse. Um sorriso minúsculo, involuntário, tocou meus lábios – uma resposta animal ao triunfo, ao êxtase alcançado – mas foi rapidamente engolido por algo mais profundo.

Inclinei-me, meus lábios encontrando a concha do seu ouvido. A pele dele estava quente, salgada de suor. Sussurrei, num tom que nem eu mesma reconheci, rouco e carregado de uma estranha ternura assassina:

— Desculpe… — O pedido era pelo excesso, pela violência sublime do prazer que eu lhe infligira. — Agora está tudo bem. Prometo. Eu vou cuidar de tudo. — Pousei um beijo leve na têmpora dele, onde uma veia puls
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