Mundo ficciónIniciar sesiónA confissão ainda pairava no ar, pesada e doce como o cheiro de ferro e vinho tinto. Elysa tinha aceitado. Não com palavras de amor, mas com um “É meu” que ecoou nas minhas entranhas como um decreto divino. O medo nos seus olhos transformara-se em algo mais perigoso, mais intoxicante: posse. E eu estava faminto por ser possuído.
Não houve transição suave. O desejo, um animal enjaulado desde o momento em que a vi tremendo naquela mesa, rompeu as grades. Um rugido baixo escapou da minh






