O calor dela tremia contra mim. Pressionada contra a parede fria, Elysa era um contraste violento: medo palpável nos olhos dilatados, mas uma corrente subterrânea de algo mais – atração, desafio, a própria essência que me puxava como um abismo – pulsando sob a pele. Meu corpo era uma âncora, minha mão no seu queixo um ponto de contato inegável. As palavras que eu vomitara – te amo, vou provar, pertenço aqui – ainda ecoavam na sala silenciosa, pesadas como pedras. Ela não acreditava.