Mundo de ficçãoIniciar sessãoA moto parou diante do chalé, mas o ronco do motor parecia ter ficado preso na minha garganta, junto com o gosto de cinzas e culpa. Cada batida do meu coração ecoava o bip plano do monitor de Ricardo. O peso do que testemunhara – do que facilitara, mesmo que apenas com um olhar para o relógio – era uma pedra no peito. Entrei arrastando os pés, pronta para a escuridão, o caos dos livros, o silêncio opressor que sempre me acolhia nos dias ruins.
Mas o ar que me recebeu foi diferente. F






