O quarto onde Svetlana estava sendo mantida era pequeno, mas decorado com um luxo sóbrio que apenas acentuava a ironia da sua situação. As cortinas, de um branco impecável, contrastavam com a prisão que representavam, e a janela, protegida por grades de ferro forjado, deixava passar uma luz tênue que mal suavizava a frieza da madrugada em Gambarie d’Aspromonte. De lá, avistava-se uma paisagem montanhosa coberta de névoa — um lembrete cruel da liberdade que lhe havia sido arrancada.
Svetlana and