Continuação.
Ele estava ali, diante de mim, despedaçado.
Cansado.
Sem fé.
E ainda assim... era o homem que eu amava.
Me aproximei mais tão perto que quase podia sentir a dor dele pulsando no ar.
— Você precisa se reerguer, Otávio — falei, com a voz embargada. — Não só pela empresa. Nem só por mim. Mas por nós.
Ele me olhou, devagar, como se não tivesse entendido.
— Por nós...? — ele repetiu, com o rosto franzido.
Segurei firme as mãos dele, mesmo com o coração disparado.
— Por nós...