Olivia Narrando.
— Pai... me dá mais um cartão?
A voz dela vinha acompanhada de um sorrisinho que já não me enganava — mas que continuava derretendo o coração do Otávio como no primeiro dia em que ela aprendeu a dizer “papai”. Isadora, aos dezoito anos, era a definição perfeita de uma menina mimada, mas adorável. E não havia uma alma viva que conseguisse dizer "não" pra ela. Muito menos o pai.
— Mais um, meu amor? Você já tem dois — comentei, franzindo o cenho, mesmo sabendo que seria inútil