continuação:
Minutos pareciam horas. Eu não conseguia me mover. Só pensava nela... no olhar dela, na dor, no medo estampado no rosto enquanto sangrava nos meus braços.
Foi quando ouvi passos apressados no corredor. Levantei o rosto e vi o pai de Olívia chegando com a mãe dela, seguidos por Paulo, Laura e Marcos. Todos estavam ofegantes, encharcados da chuva. O olhar deles foi direto pra mim.
— Cadê ela? Cadê minha filha?! — a mãe dela gritou, vindo na minha direção.
— Ela ainda está na cirurgia